quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais de 220 municípios do país não vão receber livros didáticos em 2011

Da Redação
Em São Paulo


Um balanço do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) obtido pelo UOL Educação mostra que 222 municípios do país não vão receber livros do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) em 2011. Estas cidades ou perderam o prazo para enviar os termos de adesão -30 de junho deste ano- ou não se interessaram pelo programa e vão usar, por exemplo, apostilas.


Veja a lista das cidades e entidades


No ano que vem, o MEC (Ministério da Educação), a quem o FNDE está vinculado, vai distribuir livros principalmente para as séries finais do ensino fundamental, além dos de reposição para as outras etapas. Pela primeira vez, as secretarias de educação municipais e estaduais, além de outras entidades (como escolas federais) precisaram preencher um termo de adesão para entrarem no programa. Até o ano passado, os livros eram enviados de acordo com número de alunos apontado no censo escolar.

São Paulo é o Estado, disparado, com o maior número de municípios fora do programa: 146. Minas Gerais em segundo, com 19 e o Maranhão, em terceiro, com oito. Há mais 16 instituições, como centros federais de tecnologias e colégios militares, que ficarão de fora. No total, 238 entidades não vão receber os livros didáticos.
Em SP, a maioria está trocando o material do PNLD por apostilas e as utilizando na rede pública. O custo por aluno, neste caso, pode chegar a R$ 170. Pelo programa do livro didático, cada livro sai, em média, por R$ 6. Em 2009, foram gastos pelo governo federal R$ 577,6 milhões na compra de livros.


 
 
 
 
fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/24/mais-de-220-municipios-do-pais-nao-vao-receber-livros-didaticos-em-2011.jhtm
Formato, preço e pouco acesso à banda larga travam livro digital no Brasil, diz especialista

Sarah Fernandes


A incompatibilidade de formatos de arquivo, o preço elevado dos aparelhos de leitura digital e o pequeno número de pessoas com acesso à banda larga não permitem que os livros digitais se popularizem no Brasil. A avaliação foi feita por escritora e editor, durante a o debate “O livro na era digital”, que aconteceu quinta-feira (19/8), na 21ª Bienal do Livro de São Paulo.


Um dos principais entraves é o acesso à Internet banda larga. “Temos 39 milhões de consumidores de livros e 40 milhões de usuários de Internet banda larga, sendo que apenas 10 milhões utilizam em casa. Esse seria o nosso total de leitores”, avaliou o editor Ednei Procópio, durante o debate. “O analfabetismo digital tem que ser superado para substituir papel”.

Os diferentes aparelhos de leituras digitais e os formatos de arquivo exigidos por cada um também impedem a difusão dos livros digitais. “São inúmeros formatos e os aparelhos ora são compatíveis ora não. Isso travou o livro eletrônico”, disse Procópio. “Temos servidores que guardam vários livros, mas e se não tivermos uma tomada para ligá-lo?”, completou o editor sobre um problema que ele considera ainda mais básico.

Porém, ele ressaltou que o preço dos aparelhos de leitura digital é o principal entrave. “Eles nunca vão ficar baratos porque as indústrias vão criar e recriar ferramentas que vão mantê-los caros”, observou. “Ao todo, 80% do preço dos aparelhos é determinado pelo tipo de tela e as preto-e-branca são as mais baratas. Imagine migrar livros infantis ilustrados para esse formato?”.

A escritora de livros Regina Drummond, que também participou do debate, avaliou que o formato digital pode não ser eficiente para despertar o interesse por livros. “A Internet não forma leitores. Quem vira leitor é quem vai à prateleira e escolhe. Não é só colocar o livro na cesta básica. Mas na dúvida entre impresso ou digital, o mais importante é optar por ler”.


Livro de graça


A chamada “free culture”, ou cultura da gratuidade na Internet, é um problema para regular a difusão dos livros digitais, segundo o editor Ednei Procópio. “Os internautas veem tudo o que está na rede como gratuito e quando tem que pagar por algo se recusam”, explicou. “Por que o livro em papel tem que ser pago e o digital não?”.

O compartilhamento dos livros em rede também prejudica o recolhimento dos direitos autorais para Procópio. “Você pode compartilhar músicas sem passar por ninguém e também pode digitalizar um livro e compartilhar. Mas como recolher direitos? A questão está sendo debatida na consulta pública para reforma da lei de direitos autorias”, observou.

A 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo vai até domingo (22/8), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, que fica na Avenida Olavo Fontoura, 1.209, em Santana, São Paulo (SP). A entrada custa R$ 10, sendo que estudantes pagam R$ 5 e idosos e crianças menores que 12 anos não pagam.
 
 
fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/cofresleni.mmp

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Promoção

A coordenadora do Projeto Raízes 2010, Professora Luciene Torres, avisa que haverá um conrcurso entre os alunos para a escolha do Logomarca e do Título do Projeto desse ano. O período de inscrição vai de 24/08 a 30/09. Será escolhido o melhor Logo e o melhor Título, sendo que esse ano o Projeto terá como foco principal o município de Santana. As inscrições ocorrerão nos três turnos! Não perca essa oportunidade e mostre seu talento!

Inscrições:

Manhã: Profª. Marília e Profª. Jacilene

Tarde: Profª. Luciene e Profª. Ana Cristina

Noite: Profª. Francinelma e Profº. Murillo

Beth Zhalouth
Professora de Química e Poetisa


Poema Que Vale A Pena


O amor é fonte de inspirações
para as mais belas e humanas realizações

Amor é a mãe de todas as virtudes


Amor é a compreensão sem verbalização


O amor tudo transpõe e de tudo dispõe


Tudo pode e tudo sacode

Como Deus, está em toda parte


Tão perfeito,
mas todo dia deve ser refeito


Amor verdadeiro é absoluto e derradeiro


O amor não se comede, se comete

Se não explode, implode


Dessa vida pequena é o que vale a pena


O limite do amor é o amor sem limite


O mundo ainda existe porque o amor resiste


Amar é amparar e se doar
Não amar é se amputar e se doer

Amar é cuidar da vida

Amar... é tudo!

Obrigado!!!

O Blog  chegou a 200 visitantes. Só tenho a agradecer a todos que nos visitam. Aos poucos o Blog vai ganhando mais gás, e essa é a intenção desde o início e espero que o número de visitantes aumente cada vez mais. Volto a reforçar que a ideia do Blog é apresentar a Escola Everaldo, seus projetos e personagens além é claro de promover o debate entre a comunidade escolar.


* imagem retirada da internet

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Direitos Humanos devem inspirar gestão escolar



Sarah Fernandes

Propostas para incluir direitos humanos nas escolas devem ir além da abordagem dos temas nas aulas e inspirar a maneira como a gestão resolve conflitos e problemas dos alunos. A sugestão é da especialista em educação em direitos humanos, Vera Candau, que nessa quarta-feira (18/8) participou do I Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos, na Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo (SP).



“Não adianta os direitos humanos estarem no currículo se os problemas da escola são resolvidos de formas arbitrárias, sem a participação de alunos, professores e funcionários”, observou Vera, que é professora da pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). “Os direitos humanos tem que estar na proposta pedagógica transversal da escola. Devem afetar as relações interpessoais e a maneira de resolver conflitos”.


Para a especialista, incluir direitos humanos nas escolas significa ir além da educação formal. “Não é a aquisição de informações sobre o tema. Trata-se de ter e inspirar comportamentos éticos e não discriminatórios nas escolas. É uma educação para construção da paz, para superar conflitos”, afirmou. “As escolas precisam articular atividades que afirmem a cultura dos direitos humanos entre os alunos”.

Vera ressaltou que uma educação atenta aos direitos humanos é fundamental entre os mais pobres. “Quanto mais fragilizado o grupo, menos consciência tem dos seus direitos. Na América Latina e no Brasil têm poucas pessoas que são sujeitos de direitos”, avalia.

Com a temática de direitos humanos no currículo e nas relações escolares é possível formar pessoas conscientes dos seus direitos e atuantes na sociedade, explicou Vera. “Esse é um processo em que os grupos aprendem a transformar e construir coisas novas. É uma educação político-transformadora, apta a enfrentar tensões”.

 
 
 
 
 
fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/stouureshe.mmp

Para Aprender a Gostar de Ler

Confira quatro conselhos para estimular as crianças a se tornarem leitoras

Elisa Estronioli
Em São Paulo


Se precisa descobrir como funciona o celular novo, você vai encontrar instruções no manual. Está em busca de informações sobre alguma lei? Textos poderão ajudar você a compreender seus direitos. Se alguém querido está longe, cartas ou emails são fontes de notícias. A palavra escrita é fundamental para nos conectarmos com a realidade.

"Também existe uma importância mais profunda: à medida que tem o hábito de ler, você se confronta com um jeito de organizar o pensamento que é de outra pessoa. Isso é fundamental para o desenvolvimento cognitivo", explica Isabel Santana, professora de Educação Infantil e gerente da Fundação Itaú Social, que organiza a Olímpiada de Língua Portuguesa. "Sem contar a importância fundamental pra o enriquecimento de vocabulário e da expressão”, completa.

A leitura, quase um instrumento de sobrevivência, também pode ser fonte de prazer. E é mais fácil descobrir esse encanto quando a intimidade com a palavra escrita existe desde a infância. Mas como incentivar as crianças a desenvolverem o hábito da leitura?

“A gente não sabe como se forma o leitor – tem pistas. Não existe uma receita mágica”, adverte a professora Norma Sandra de Almeida Ferreira, da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ainda assim, há algumas orientações que, se não garantem que a criança vire uma devoradora de livros, pelo menos a ajudam a ter mais familiaridade com esse objeto tão fundamental. Confira:



1. Ler na frente dos filhos


O primeiro fator, e talvez o mais importante, para estimular as crianças a desenvolverem o gosto pela leitura, é viver entre pessoas que valorizam o ato de ler. Ao ver os pais lendo, a criança aprende que aquela atitude é um modelo que deve seguir. “Esse gesto parece banal, mas é aprendido. A criança vê que aquele objeto é diferente, que o jeito de manusear não é como o de um carrinho, por exemplo”, diz a professora Norma Ferreira, da Unicamp. “Em um ambiente onde não há esse letramento, é muito mais difícil a criança desenvolver o hábito”, diz Isabel Santana.



2. Contato com livros em casa

Para Norma Ferreira, a educação do leitor começa, literalmente, no berço: “pode deixar pegar [os livros], manusear, colocar no chão, levantar, quanto mais cedo melhor. Há diferentes tipos de livros: de plástico, de pano, com folhas mais grossas, grandes, pequenos, que a criança pode tocar.” [veja alguns exemplos neste link]

Mesmo antes de começar a ler, é importante que a criança tenha contato com o objeto, reforça Isabel Santana. “A princípio a gente tem medo de estragar os livros dando para as crianças. É uma cena muito comum nas escolas: elas veem a professora lendo, escutam, mas não tocam. Na minha percepção, isso é equivocado. A criança tem que vivenciar o livro como um objeto.” Assim, se já vive em contato com a palavra escrita, conforme a criança vai se alfabetizando, começa a ler espontaneamente. Também é educativo levar as crianças a espaços como bibliotecas e livrarias -- ou, ainda, aproveitar a Bienal para um passeio de final de semana.



3. Ler em voz alta para os pequenos

Além de mostrar a importância da leitura e estimular a imaginação das crianças, ler em voz alta tem uma outra função: “Ler não é uma atividade como tricotar ou cozinhar, que dá para fazer vendo televisão. Tem um tempo próprio, em que os pais param apenas para ler junto com os filhos. Isso cria um laço afetivo muito forte”, diz Norma Ferreira. “Conheço depoimentos de adultos que se lembram do jeito da mãe fechar os olhos quando lia histórias para eles na infância.”

Isabel Santana lembra que, nessas contações de história, é importante dar a oportunidade para a criança conversar sobre o que está sendo lido: tirar dúvidas, dar opiniões. “Quando as pessoas estão interessadas em saber coisas novas e associam a escrita com esse lugar de buscar conhecimento, o interesse pela leitura se faz naturalmente. Por isso é importante que, quando os pais estiverem lendo, deem espaço para a criança participar. Isso cria o significado e o sentido para o desenvolvimento da leitura.”

As duas especialistas reforçam a importância de fazer desse ritual uma rotina: seja antes de dormir, depois do almoço, todo domingo. Para Isabel, é importante que o exercício seja diário. “A infância é a fase mais simples pra desenvolver hábitos, desde escovar os dentes até a leitura. Ambos exigem frequência, rotina, constância. Uma ação esporádica na infância não é suficiente pra desenvolver o hábito.”



4. Lidar com leituras "impróprias"

Uma vez que a criança desenvolveu o interesse pelo universo letrado, como os pais podem ter o controle sobre aquilo que está lendo? Como "protegê-la" de conteúdos impróprios? “É complicado estabelecer com segurança o que é um conteúdo adequado para alguém”, diz Isabel. “Quando essa decisão ocorre no interior da casa, acho que os pais devem recorrer ao bom-senso.” Além disso, afirma, é importante que os pais conversem sempre com os professores das crianças para saber o que eles estão lendo na escola e “ampliar os horizontes dos pais”.

Norma complementa: “Uma maneira é sempre acompanhar o que ela está lendo. Mas, cá entre nós, leituras proibidas sempre aconteceram. Proibir não adianta, o melhor é conversar.”

 
Comentário: Na Escola Everaldo esse ano teve início o Projeto O Gosto de Ler, que tem por finalidade o estímulo a Leitura. O projeto premiou os alunos que atingiram a meta de ler pelo menos dois livros por mês. Ainda irei postar aqui o resultado do projeto, mas de certa forma foi uma ótima iniciativa e todos esperamos que continue assim.



fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/20/confira-quatro-conselhos-para-estimular-as-criancas-a-se-tornarem-leitoras.jhtm

Ainda sobre Folclore

Saci, Curupira, Matinta Pereira, Mula sem cabeça. O que você conhece sobre o nosso Folclore? conta aí na caixinha de comentários!!

22 de Agosto Dia do Folclore



Sabe-se que no dia 22 de Agosto se comemora o dia do Folclore, mas você sabe quando foi criada a data? E o que significa a palavra Folclore?

A palavra Folclore é originada do Inglês Folklore onde"Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folklore quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore".


 
De modo geral Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país, no Brasil essas tradições são muito fortes pois o nosso folclore foi criado a partir das culturas do Branco, do Índio e do Negro. O folclore pode se apresentar através da alimentação, da linguagem(incluindo aí as gírias), do artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação . Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

No Brasil a data 22 de Agosto foi criada em 1965, pelo então Presidente Castelo Branco quando assinou o Decreto Federal nº 56.747. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu Agosto como o mês do folclore. Ainda no Brasil foi criado através de Projeto de Lei O Dia do Saci, projeto de lei federal nº 2.762, de 2003, elaborado pelo então líder do governo Aldo Rebelo (PCdoB - SP) e Ângela Guadagnin (PT - SP) com o objetivo de resgatar figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao "Dia das Bruxas", ou "Halloween", da tradição cultural dos Estados Unidos da América. Propõe-se seja celebrado em 31 de Outubro

 
 
* imagens retiradas da internet

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Condicionamento docente
Pesquisa relaciona uso de sistemas de ensino a melhora no desempenho da Prova Brasil e reacende questões sobre formação de professores e visão de educação pública no país


Beatriz Rey



 A utilização contínua de material didático apostilado (os famigerados sistemas de ensino) leva os estudantes a progredir mais nos seus processos de aprendizagem que onde esses materiais não estão presentes. Pelo menos é o que se deduz de um estudo divulgado em julho pela Fundação Lemann. A instituição patrocinou a avaliação do impacto da adoção dos sistemas de ensino na nota da Prova Brasil. Nas edições de 2005 e 2007 da avaliação federal, os alunos que estudaram com apostilados evoluíram, em média, 5 pontos a mais na escala da prova, tanto em língua portuguesa como em matemática, em relação àqueles que não utilizaram esses materiais.


A pesquisa, liderada pela pedagoga Paula Louzano, em parceria com Francisco Soares, da UFMG, analisou os resultados de 291 municípios paulistas. À primeira vista, o ganho parece mínimo. Mas um aluno de 4ª série que deseja sair do nível básico para o nível adequado na 8ª, quando prestará novamente o exame, deve incorporar 50 pontos em sua nota, de um total de 500. É como se ele precisasse ganhar 12 pontos por ano, em um período de quatro anos. "Se ele aumenta cinco, é quase a metade do que precisa", explica Paula.

As hipóteses levantadas pela pesquisa para explicar o efeito das apostilas são preocupantes. Os sistemas ajudam o professor em aspectos que, teoricamente, ele deveria dominar de antemão, tais como: conhecer o conteúdo da disciplina que ensina, não deixar lacunas em relação aos objetos de aprendizagem e dar uma aula mais estruturada e planejada. Trata-se, portanto, de um docente sem autonomia, que necessita de um roteiro pronto para ministrar uma aula. "A questão é: por que quando você tira autonomia do professor o resultado melhora?", pergunta Paula. Essa é apenas uma das questões que se colocam a partir do resultado. O professor é realmente incapaz de elaborar um planejamento próprio de aula? O investimento em sistemas de ensino não pode ser concomitante com a reformulação dos cursos de formação de professores e do currículo escolar? E mais: que tipo de educação os apostilados trazem para dentro da sala de aula?






PNLD versus apostilados


Mesmo com a oferta gratuita de livros didáticos por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), quase metade dos municípios paulistas compra sistemas estruturados públicos ou privados para suas redes. Em outras palavras, 1,2 milhãode alunos recebe apostilas de empresas como Anglo, COC, Positivo, entre outras, ou material elaborado pelas próprias redes. Com as apostilas, os sistemas de ensino vendem serviços de capacitação dos professores, para que todos aprendam a usar o material. A versão da apostila para o docente funciona como um guia de aula. Nesse sentido, Paula enxerga que um dos benefícios trazidos pelos sistemas estruturados é justamente a organização do trabalho docente e escolar. "A autonomia do professor não necessariamente se traduz em melhoria de aprendizagem. É preciso ter um currículo", defende.

A suposta incapacidade docente de elaborar um plano de aula próprio esconde uma questão conhecida para quem pensa políticas públicas em educação no país: a precária formação docente. Romualdo Portela, da Feusp, diz que, ao colocarmos os sistemas de ensino como solução à falta de preparo do professor, esquecemos de resolver uma tríade famosa: a atratividade, a reforma e a retenção nos cursos de formação docente. Leda Scheibe, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vai além. Para ela, os apostilados acabam substituindo também o currículo, e acabam agindo como uma grande "bengala". "Ele nem olha mais as diretrizes curriculares. Por esse raciocínio, qualquer professor com instrução básica pode dar aula de qualquer matéria, já que o material vai servir de guia", diz. Sua avaliação é de que se cria uma falsa percepção de que a apostila acaba dando conta de outras variáveis que incidem sobre a aprendizagem do aluno, como o nível socioeconômico e questões emocionais do docente e do estudante.

Paula reconhece que o impacto dos materiais no longo prazo tende a ser menos relevante. Apesar de não ter uma resposta certeira sobre isso, ela arrisca dizer que talvez ele seja forte apenas no início, já que o quadro é caótico. "As mudanças que eles propõem são simples. Dar o conteúdo é uma delas", diz. Nesse quesito, sua opinião é clara: enquanto não há mudança nos cursos de formação de professores e no currículo, é preciso fazer algo pelas crianças que estão em sala de aula hoje. "As duas coisas devem ser feitas ao mesmo tempo, mas os alunos de hoje não podem esperar por algo que vai acontecer daqui a cinco anos", explica.

No que diz respeito à formulação de políticas públicas, a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, afirma que o Ministério mantém como foco a formação inicial e continuada. Para ela, os sistemas se configuram como solução pontual e paliativa - o problema de aprendizagem seria muito mais complexo do que oferecer apostilas. "Sou contrária a soluções 'muleta' e a favor de ensinar o professor a caminhar sozinho. Agora ele está num momento de fragilidade e pode usar o material, mas o ideal é que abra mão dele depois", afirma. Como o MEC não pretende avaliar os sistemas de ensino ou adotar as apostilas no PNLD, continuará apostando no livro didático e nos incentivos à formação docente.

Durante o evento de apresentação da pesquisa, secretários municipais de educação e outras pessoas presentes apontaram duas falhas do livro didático, que forçariam as redes a buscar outra opção. Uma delas é o fato de o livro não ser consumível: como deve ser aproveitado no ano seguinte, o aluno acaba não levando o material para casa, com receio de que seja inutilizado. Maria do Pilar afirma que, a partir deste ano, os alunos dos 1º e 2º anos do ensino fundamental podem ficar com os livros. Mas não há intenção do MEC em expandir essa política. "É um programa feito com recurso público. Os livros devem ser aproveitados. Eu e minhas quatro irmãs usamos o mesmo livro", relata.

A outra falha do PNLD estaria relacionada ao processo de recebimento dos livros. Cleide Bauab Eid Bochixio, secretária municipal de Santo André, conta que em 2009, quando optou por aderir ao PNLD, não recebeu livros suficientes para a rede (veja box na página 52). "Tentei complementar, mas as editoras não tinham mais exemplares. Além disso, cada escola adota um, não há um padrão", diz. Ao invés de comprar um sistema apostilado, Cleide optou pela elaboração de um material próprio da rede de Santo André. Em setembro, os professores aplicarão o que já foi discutido até o momento e farão novas sugestões. A previsão é de que o processo termine em 2012. "Uma das maiores dificuldades é que o professor se sente numa camisa de força com o sistema estruturado. O nosso não vai ser, já que estamos construindo com ele", aponta.






Esvaziamento


A pesquisa da Fundação Lemann partiu da suposição de que estruturar as aulas e estabelecer um controle indireto do que acontece nas salas de aula pode ter impacto positivo no aprendizado do aluno. Diante de uma hipótese que já dá o impacto como positivo, é possível questionar se o resultado não mudaria caso a hipótese fosse outra. "Se eu digo que é positivo, necessariamente deixo de lado outras variáveis que incidem sobre a aprendizagem. O estudo é direcionado e foca variáveis que interessam a quem encomendou a pesquisa. Seria mais correto dizer que o impacto é positivo em um teste específico, e não na aprendizagem", opina Leda Scheibe. Paula Louzano defende que o que poderia enviesar a pesquisa não é a hipótese, mas o método. "A partir de pesquisa qualitativa, tive a percepção de que o impacto era positivo. Isso me ajudou a formular a hipótese. Independente dela, o desenho seria exatamente o mesmo", explica.

Romualdo Portela, da Feusp, considera que este é um problema menor. Sua grande preocupação é com o tipo de educação da qual se fala nesse debate. Ao testar iniciativas que têm como objetivo principal o aumento de proficiência em uma prova, assume-se um risco. "Há uma grande diferença entre uma boa experiência educacional e o aumento de resultado em uma prova", explica. Ele exemplifica: um secretário de educação pode se ver obrigado a comprar um sistema de ensino porque precisa melhorar a nota do Índice de Educação Básica (Ideb) de seus alunos. Quando isso acontece, a discussão passa a ser em torno dos resultados, e não da qualidade do processo de aprendizagem. "O argumento de que há problema na formação é pragmático e forte, mas é preciso pensar em longo prazo. O que é decisivo para a criança é aprender a pensar, é preparar-se para o tipo de trabalho moderno. É uma educação que vai além disso", diz.

Ao falar em sistemas estruturados, Leda Sheibe lembra da pedagogia tecnicista, movimento alicerçado no princípio da otimização (racionalidade, eficiência e produtividade) que predominou no país nas décadas de 60 e 70. Ela considera que as apostilas são uma espécie de tecnicismo reconfigurado e um contraponto a uma abordagem mais humanista da educação. "Esse modelo visa que o aluno se saia bem em determinados testes que privilegiam conhecimentos específicos. Não há uma escolarização que envolva a formação do cidadão para a vida e para o mundo", diz.

Valéria Tanese foi professora durante 20 anos na rede municipal de Capivari, interior de São Paulo, e não chegou a lecionar com apostilas. Hoje, ela é supervisora de ensino e trabalha com o material do Anglo em todas as escolas. Sua experiência mostra que, apesar de as apostilas nortearem o trabalho docente, é preciso acrescentar algo ao que já está pronto. "A apostila evita a falta de planejamento e a ênfase dada em apenas algumas matérias pelos professores. Nortear é bom. Mas o professor não pode ficar só nisso. Deve buscar outras didáticas e oportunidades para que amplie suas aulas", conta.






fonte: http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12955
Projetos da Câmara para inclusão de disciplina deixariam alunos 16 horas na escola

Mariana Tramontina
Em São Paulo

Da Câmara dos Deputados vieram os projetos que obrigaram a inclusão das disciplinas de filosofia, sociologia e música na educação básica. Se fossem aprovadas todas as 50 propostas de novas matérias que tramitam na casa, os alunos do ensino fundamental e médio passariam 16,3 horas na escola por dia.


O período é o triplo do tempo que os estudantes já ficam no colégio diariamente, que é de cinco horas em média. Mais que isso, o tempo que precisariam é ainda quase o dobro da escola integral proposta pelo MEC (Ministério da Educação), que tem jornada de oito horas diária. E isso se essas matérias fossem ministradas somente uma vez por semana.

A pergunta é: a Câmara tem competência para escolher o que os estudantes devem ou não estudar? "Nós vemos com muita reserva essa inclusão através do poder central porque a autonomia das redes municipais e estaduais tem que ser respeitada", diz Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.






Tramitam na Câmara mais de 50 projetos de inclusão de disciplinas na educação básica. Rio Amazonas, reciclagem, poluição, acidentes ecológicos e os temas atuais que envolvem a natureza refletem não só nos noticiários, mas também nos gabinetes dos parlamentares. Pelo menos oito projetos propõem a introdução da educação ambiental nas escolas.






Aprender a cooperar


Entre as propostas mais curiosas para que os jovens aprendam nas aulas diárias estão as disciplinas específicas de cooperativismo; noções de legislação fiscal e tributária; planejamento financeiro pessoal e familiar; empreendedorismo; direitos da mulher; segurança pública e "qualidade total".

Algumas ementas sugerem a volta da matéria de moral e cívica (incluindo ética), enquanto outras parecem apenas fazer volume na lista ao pedir itens já existentes no currículo --como a inclusão de teorias sobre a origem dos seres vivos na disciplina de biologia.

Nessa mesma linha, seguem os políticos aspirantes a professores na elaboração do conteúdo disciplinar: "inclui a discussão sobre 'Educação para o Pensar' pela disciplina de Filosofia" ou "inclui o tema 'Educação Alimentar' no conteúdo das disciplinas de ciências e biologia".

E há parlamentares completamente insatisfeitos com a educação brasileira: estes, mais radicais, pedem reformulação de todo o currículo escolar do ensino básico.
 
 
 
 
 
 
 
fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/09/08/ult105u6919.jhtm
Emendas incham currículo escolar com novos conteúdos



São Paulo - Além de português, matemática, história, geografia e ciências, nos últimos três anos os alunos do ensino básico de todo o País se viram obrigados a estudar filosofia, sociologia, artes, música e até conteúdos como cultura afro-brasileira e indígena e direitos de crianças e adolescentes. Também incham o currículo escolar temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.


De 2007 até o mês passado, emendas incluíram seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Há ainda leis específicas, que datam a partir de 1997, que complementam a LDB. Outras dezenas de projetos com novas inclusões tramitam no Congresso. Esses acréscimos representam um desafio a todos os gestores, mas em especial aos da rede pública, onde a maioria dos alunos não consegue aprender satisfatoriamente português e matemática.

Na rede estadual de São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.

Paula Louzano, pesquisadora da Fundação Lemann, defende a discussão do currículo do ensino básico de forma integral como forma de combater os remendos na LDB, muitas vezes com tendências corporativistas. "Não sou contra as aulas de música, mas quero discutir o todo, não que cada grupo vá individualmente e faça pressão." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 
 
 
 
fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/18/emendas-incham-curriculo-escolar-com-novos-conteudos.jhtm

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Prazo para envio de textos da Olimpíada de Língua Portuguesa foi prorrogado até 20/8

Da Redação*
Em São Paulo

O prazo para envio dos textos da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro foi prorrogado para o dia 20 de agosto. As escolas participantes devem enviar os textos de seus alunos às secretarias de Educação para a primeira seletiva. O prazo inicial acabaria nesta segunda-feira (16). Na edição de 2010, a competição recebeu inscrições de 60 mil escolas de 5.488 municípios.

Todos os participantes terão que escrever um texto sobre o tema O Lugar Onde Vivo. Para os estudantes do 5º e 6º anos, o formato deve ser de poesia. Os alunos do 7º e 8° anos participam com dissertações do tipo memória. Os concorrentes que cursam do 9° ano do ensino fundamental ao 1° ano do ensino médio escreverão crônicas e os estudantes do 2° e 3° anos do ensino médio participam com artigos de opinião.
O UOL Educação organizou dicas de leituras para auxiliar alunos e professores nos estudos para a competição. Veja também os textos vencedores da primeira edição do evento.




A olimpíada será realizada em cinco etapas: escolar, municipal, estadual, regional e nacional. Veja como funcionará cada uma dessas etapas e as respectivas premiações no regulamento.



Para avaliar os trabalhos, foram formadas comissões julgadoras com educadores, especialistas de universidades e representantes de entidades ligadas à educação. Cada escola deve escolher os melhores trabalhos que disputam uma seleção municipal. Em seguida, há uma etapa estadual, em que são escolhidos os 500 melhores textos, que vão participar de uma seleção regional, com 152 classificados. Por fim, a etapa nacional escolhe e premia os 20 melhores trabalhos.

Os semifinalistas, finalistas e vencedores serão anunciados em eventos que ocorrerão durante o ano de 2010 em datas, locais e horários a ser informados no endereço eletrônico www.escrevendoofuturo.org.br.

O programa, criado em 2002 pela Fundação Itaú Social, foi adotado pelo MEC (Ministério da Educação) em 2007 e transformado em política pública. A primeira edição, realizada em 2008, conseguiu envolver 6 milhões de alunos.

Mais informações no site do concurso.



* Com informações da Agência Brasil


fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/16/prazo-para-envio-de-textos-da-olimpiada-de-lingua-portuguesa-foi-prorrogado-ate-208.jhtm
Educação na Índia é precária, apesar do crescimento
EFE

Apesar de ser uma das economias de mais rápido crescimento do mundo, a Índia enfrenta altas taxas de analfabetismo nas zonas rurais. Nem todas as famílias colocam os filhos na escola. A justificativa é que elas precisam do dinheiro que as crianças podem ganhar trabalhando. Enquanto isso, muitos dos que têm a sorte de estudar estão recebendo educação deficiente devido à falta de equipes, livros e professores.



Mesmo com o governo oferecendo educação gratuita e obrigatória para crianças menores de 14 anos, oito milhões de crianças estão fora da escola. A Índia é um dos países mais jovens do mundo, com mais da metade da população menor de 25 anos.

 
 
fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/08/16/educacao-na-india-e-precaria-apesar-do-crescimento.jhtm

Prata da Casa II

Nada acontece por acaso
Larissa Silva – Turma 132


O dia 12 de abril de 2009 foi o dia que mudou literalmente minha vida, pois, foi o dia que engravidei.

Minha gravidez não foi fácil como as de muitas meninas que engravidam na adolescência, desculpe afinal nenhuma gravidez é fácil. Tive problemas na gravidez e fiquei internada por duas vezes, na terceira vez que fui para o hospital já foi para dar a luz, só que havia um grande problema, eu estava com apenas seis meses de gravidez e meu bebê estava sentado.

Eu não conseguia acreditar que estivesse acontecendo todos esses problemas comigo, mas infelizmente eles só estavam começando. Graças a Deus o meu parto foi tranqüilo, e dei a luz a minha filha Eduarda, infelizmente não pude pegá-la no colo, pois por ser muito prematura tiveram que levá-la urgentemente para a UTI. Foi então que os meus problemas começaram. Ao chegar à UTI e ver minha filha tendo que respirar por aparelhos, sem poder pegar, abraçar e principalmente amamentá-la, eu entrei em desespero, pois tudo o que eu queria era ter ela comigo.

Não consigo contar as vezes que chorei e pedi a Deus pra me dar forças pois, é difícil saber que você pode perder o que mais ama na vida. Mas nunca deixei de ter fé e confiar em Deus, fraquejei sim, uma única vez, mas quem não fraquejaria, ao ver ali, naquele momento que iria perder seu bebê, assistindo ela ter uma parada respiratória; e eu não podendo fazer nada para salvar minha princesa.

Dos treze dias que passei no hospital esse foi o mais difícil, porque eu achava que morreria se perdesse minha filha. Mas com o passar do tempo fui aceitando a ideia de perdê-la, pois ela só piorava, além de ter que respirar por aparelhos, havia ficado com pneumonia, tido cinco paradas respiratórias e após a última havia entrado em coma e os rins dela estavam começando a parar. As médicas me falavam que não sabiam como minha filha ainda estava viva.

Nessa altura dos acontecimentos eu já estava muito triste, e sem saber o que fazer. Mais Deus enviou um anjo para me ajudar, uma enfermeira, que me ajudou me dizendo o que fazer. Em todo esse tempo o pai de minha filha não havia ido vê-la, pois era contra minha gravidez, mas como ela estava muito mal e poderia ir embora a qualquer momento fiz o que a enfermeira me aconselhou, que ligasse e pedisse para que ele viesse visitá-la.

Não sabia se ele viria e se quando viesse ela ainda estaria viva, mas pedi para ela agüentar até ele chegar, para mim e para a enfermeira ela só estava esperando esta visita do pai, para poder se despedir e ir embora em paz. Essa era a única explicação para ela estar resistindo a tanto sofrimento e ainda estar viva. Quando o vi, eu não acreditei, ele realmente veio vê-la, eu o levei até ela, lá aconteceu o que eu nunca imaginei, ele começou a chorar e pedir perdão para ela, então eu disse que se fosse da vontade de Deus ela poderia ir em paz. Eu já havia entregado a vida da minha filha nas mãos de Deus, para que ele fizesse o que fosse de sua vontade e não a minha, pois sabia que se ela sobrevivesse era porque Deus havia dado ela para mim, e se levasse era porque ela não era minha e sim dele.

E aconteceu, o senhor levou ela de mim, após a visita do pai ela faleceu, eu não tive duvidas de que ela estava esperando por ele (pai) para se despedir.

Fiquei apenas com as lembranças dos momentos que passei com a minha Dudinha. Uma das melhores lembranças que tenho foi quando, ela abriu os olhos e sorriu para mim, foi o momento que mais chorei e fiquei feliz ao mesmo tempo. Mas como tudo na vida não acontece por acaso, eu aprendi a valorizar mais a minha família, meu lar e principalmente a Deus porque sem ele não conseguiria forças para agüentar tudo que passei e ainda passo até hoje.


Prata da Casa

A professora Sherley Fabíola enviou dois textos de alunos dela para que possamos postar aqui no Blog.


Escola dos sonhos
Texto de Stenner Neto Do Nascimento – turma 134.


Hoje estou feliz; pois é o primeiro dia de aula, a ‘’Escola ‘’ acabou de ser inaugurada e já posso ver os colegas desse novo ano entrando na sala. Uma decoração nova que deixa a sala com uma aparência diferente foi posta; E o melhor, cada sala ganhou uma central de ar maravilhosa;

-Agora não dá pra reclamar do calor, penso comigo mesmo.

Voltando um pouco para fora da sala, a ‘’escola’’ é muito grande, possui quatro (4) andares e um (1) terraço onde podemos aprender um pouco mais sobre astronomia, cada andar possui uma lanchonete com os mais variados lanches, é uma delícia, para descer foi instalado um sistema de escada rolante igual aqueles de shoppings, mas se preferir tem as tradicionais, no andar de baixo fica a parte mais interessante da ‘’escola’’, a biblioteca, com um acervo de 20.000 (vinte mil) livros, cada um mais interessante que o outro, no mesmo andar fica a sala de informática que possui 100 (cem) máquinas com acesso livre para fazer os trabalhos, e o mais legal a Xerox e a impressão são de graça! Do lado de fora tem o ginásio que é gigantesco com capacidade para 10.000 (dez mil) pessoas, também temos quadra de tênis e pista de corrida, é uma “escola’’ verdadeiramente fantástica.

-‘’Parece um sonho’’.

Festa do Estudante

Demorou mais estou postando aqui as fotos das comemorações do dia do Estudante. Foram realizadas diversas atividades nos três turnos em comemoração a passagem do dia. Sala de cinema, campeonato de futsal, dança e sorteio de brindes. As coordenadoras da programação no turno da noite foram as Professoras Ediandra e Midiane. Abaixo alguns dos momentos da festa de noite, que foi bastante animada apesar da pouca partcipação dos alunos, teve até a participãção de uma banda formada por alunos da escola.
















Professoras Midiane e Ediandra

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Cuidado, a internet tornou-se um território para vinganças

RENATA RODE
Colaboração para o UOL


Vingança na rede pode trazer consequências para os dois lados
A rejeição é um dos piores sentimentos que o ser humano pode enfrentar. E a vingança funciona, de certa forma, como o analgésico para as vítimas dessa situação. Porém, essa ação pode trazer consequências também para quem se vinga. Um bom exemplo é o caso que ficou conhecido como “Barraco em Sorocaba”. No vídeo caseiro, uma moça, que descobriu que a melhor amiga era amante do marido havia anos, desmascara a rival e lhe dá uma surra. Se você não assistiu à gravação, pelo menos leu no jornal, viu no noticiário da TV ou escutou a história numa roda de amigos, já que a traída colocou o vídeo em sua página de um site de relacionamentos e as imagens ganharam cópias e paródias que receberam mais de 1 milhão de acessos na internet em uma semana. A mulher conta que filmou o acerto de contas porque sua ideia inicial era colocar a gravação em um telão durante uma festa de família para desmascarar os amantes, mas confessa que não resistiu e acabou publicando tudo no site social. O resultado foi uma humilhação pública dos envolvidos, inclusive da própria traída, que viraram celebridades instantâneas pela repercussão que o caso ganhou no país.


Mas essa não foi a primeira nem será a última vez que alguém usa a rede mundial de computadores para difamar ou prejudicar um ex. Para Marcia Feliciano, psicóloga especializada em relacionamentos, na maioria das vezes a sede de vingança cega o indivíduo. “Ser rejeitado pelo término de um relacionamento faz com que você se sinta preterido e humilhado. O próximo passo é culpar o outro por tudo que está acontecendo. O sentimento de vingança tem por finalidade fazer com que o outro que lhe prejudicou sinta na pele a mesma dor de quem foi lesado”, explica.

É bastante comum sentir isso quando a ruptura do relacionamento foi brusca ou traumática. Por exemplo, quando houve uma traição ou abandono por conta do interesse do parceiro por outra pessoa ou por outros projetos de vida. “Esse sentimento acalorado e impulsivo de retaliação ao outro é espontâneo e, frequentemente, não pode ser evitado, pelo menos no que diz respeito ao desejo de revidar, o que é muito diferente de fazer algo real contra o parceiro.


Punir o outro repararia a situação na cabeça daquele que quer se vingar”, diz a terapeuta.


As consequências da vingança


É preciso ter cuidado redobrado quando o sentimento de fúria vem à tona. Segundo Jonatas Lucena, advogado especializado em crimes pela internet, as consequências do simples ato de vingar-se podem acabar fazendo mal ao próprio executante, e não ao alvo em si. “A publicação de um vídeo no YouTube, por exemplo, sem autorização dos envolvidos pode acarretar em crime nas esferas cível e penal”, diz. Segundo ele, a Constituição Federal assegura, no art. 5º, a inviolabilidade da imagem das pessoas e a indenização pelos danos materiais e morais decorrentes de sua violação, sendo aplicáveis três modalidades de crimes que violam a honra, seja ela objetiva ou subjetiva: a calúnia (art. 138, cuja pena é detenção de seis meses a dois anos e multa), a difamação (art. 139, cuja pena é detenção de três meses a um ano e multa) e a injúria (art. 140, com detenção de um ano a seis meses ou multa).


O ato simples de trocar ofensas em sites de relacionamento social pode ser considerado crime também se esses ataques estiverem abertos para visualização de qualquer pessoa. “A pena que será aplicada depende do conteúdo. A princípio, essa ação seria enquadrada no Cap. V do Título I da Parte Especial do Código Penal Brasileiro que trata ‘Dos Crimes Contra a Honra’”, cita Jonatas. Por isso, a grande maioria dos sites criados para atacar o ex ou a ex sai do ar rapidamente, depois que cumpre com o objetivo de atingir a vida do outro de alguma maneira.




Ser ou não ser


Até que ponto querer vingança é um sentimento normal ou perigoso? Segundo a psicóloga, o tempo é um grande termômetro. “Quando acaba de acontecer o rompimento, é normal que a pessoa fragilizada tenha um misto terrível de sentimentos que se sobrepõem: tristeza, insegurança, medo, ciúme, raiva, sentimentos de inferioridade e depreciação contra si mesma. Mas esse quadro se acalma com o passar dos dias.” Para a especialista, planejar a vingança é uma grande perda de tempo. “Isso agrava a situação e não traz nenhum benefício prático. Faz com que a pessoa pense ainda mais no antigo parceiro, procure informações a respeito dele, descubra fatos e veja coisas que só lhe trarão mais dor”, avisa.



Um Procon diferente


Já imaginou um local em que você pode desabafar e avisar outras mulheres de certos mentirosos que rondam e atrapalham a vida amorosa feminina? Sim, desde 1994 o site “Banheiro Feminino” promove esse serviço entre suas usuárias, com grande repercussão e boa audiência no item “Procon WC” de seu menu. “Tenho catalogadas mais de 5 mil reclamações. A seção, que existe há 14 anos, é alimentada pelos usuários, com muito acesso, já que as mulheres sempre reclamam dos homens”, explica a escritora Andrea Cals.


Segundo a especialista, parte do sucesso do site se deve a essa área. “As internautas são convidadas a denunciar a qualidade dos homens, desabafam e publicam casos, assim se sentem um pouco ‘vingadas’. E as amigas interagem. O site não interfere ou responde aos posts, apenas os publica”, diz Andrea. Ela ainda alfineta: “Para mim, a internet é parte da vida real, logo acho que qualquer ‘barraco forte’ deve ser evitado, sob pena de você mesma se expor ao ridículo. A vingança que dá prazer é aquela que acontece por direito, aquela que o acaso vem para mostrar que existe justiça nas esferas mais sensíveis do universo. Quando ela acontece assim, dá muito mais prazer do que armar uma vingança nos moldes das novelas que vemos o tempo todo”, opina.


Outra que mantém um site por vingança é Isabel Tarcha, dona do www.traida.net. Ela mesma escreve porque decidiu montar o portal: “Um belo dia, passeando pela net, entrei em um site em que as pessoas deixavam anúncios para conhecerem outras pessoas. Colocando os dados de uma suposta pessoa que seria do meu agrado, qual não foi minha surpresa quando dei de cara com o anúncio de nada mais, nada menos do que meu companheiro, com direito a mini homepage e tudo, procurando por alguém que preenchesse o seu tão solitário coraçãozinho. E ele ainda dizia que me amava!”. Apesar de tudo ter acontecido há alguns anos, em 1998, Isabel tomou essa lição como determinante em sua vida e resolveu escrever livros sobre sua experiência. Ironicamente ela dedica ao ex os livros, os textos e as entrevistas que dá. “No fim, tudo dá certo. E se não der certo, é porque não é o fim. Agradecimentos ao meu companheiro e eterna fonte de inspiração”, brinca.






 
fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultnot/2010/08/14/cuidado-a-internet-tornou-se-um-territorio-para-vingancas.jhtm

Anos 80

Recebi uma dica de um site muito legal para quem viveu a década de 80. Muita coisa legal aconteceu nesse período. Programas de Tv, Rock Nacional, Comerciais que fizeram muito sucesso e muito mais. Pra quem quiser relembrar acesse o site abaixo ou clique na coluna "Vale a Pena Conferir".


Poemas da Beth

Beth Zhalouth
Professora de Química e Poetisa


Jesus,  rosa de sarom

Esplêndida e gloriosa flor
  Asa maternal de amor
nesse deserto que  prenuncia
a  destemperança, a vigaria
Mediador nessa nave belicosa
Ó Jesus de Sarom, a rosa!


Lírio cheiroso dos vales
Estrela da manhã reluzente
Abra com o cajado os mares
Quebra com poder as correntes
Guardião nessa fragata tempestuosa
Ó Jesus de Sarom, a rosa!


Raiz de Jessé, Rei de Judá
descerá entre anjos e libertará
tanta criatura que se definharia
A Sião subiremos, em calmaria
livres da fúria intravenosa 
Ó Jesus de Sarom, a rosa!